Union des Associations Européennes de Football

Raparigas que praticam futebol exibem maior auto-confiança

018 - Estudo envolvendo mais de 4000 raparigas sublinha impacto positivo do futebol

Publicado: Terça-feira, 16 de Maio de 2017, 13.44CET

Nova pesquisa sugere que o futebol pode ter um impacto positivo maior na auto-confiança de raparigas adolescentes quando comparado com outras modalidades populares.

O maior estudo deste género foi recentemente conduzido pela UEFA e por um grupo de especialistas de elite¹, por forma a investigar o efeito que o futebol tem no estado psicológico e emocional de raparigas e adolescentes na Europa. A pesquisa teve em conta o impacto que o futebol tem na auto-confiança, auto-estima, bem-estar, sentimentos de união, motivação e competências de vida, e comparou esses resultados com outros desportos populares. Os dados foram recolhidos em seis países: Dinamarca, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Polónia e Turquia.

Para além de analisar a literatura de pesquisa existente, no que toca às ligações entre futebol auto-confiança, auto-estima, competências de vida e bem-estar, o estudo reuniu informação sobre 4128 raparigas e adolescentes com 13 anos ou mais.

A pesquisa sugere que apesar de o futebol feminino se encontrar em diferentes estados de desenvolvimento na Europa, existem muitas semelhanças em relação ao impacto que tem na auto-confiança².

O factor mais poderoso é o de que, independentemente do sítio onde vivem e do nível de desenvolvimento em que estão, as raparigas que praticam futebol são mais confiantes do que aquelas que não praticam desporto. Para além disso, as raparigas que praticam futebol são mais confiantes do que aquelas que praticam outros desportos³.

• 80 por cento de adolescentes exibiram um comportamento mais confiante graças a integrarem uma equipa/clube de futebol, contra 74 por cento de adolescentes que praticam outras modalidades.

• 54 por cento de jovens jogadoras concordaram ou concordaram fortemente com a frase "Estou menos preocupada com o que os outros possam pensar em relação a eu praticam esta modalidade", contra 41 por cento que praticam outras modalidades.

• 58 por cento das jogadoras questionadas, com idades entre 13 e 17 anos, referiram ter ultrapassado uma falta de auto-confiança como resultado de praticarem futebol, contra 51 por cento de raparigas por cento que praticam outras modalidades.

• 48 por cento disseram que se sentem menos envergonhadas como resultado de praticarem futebol, contra 40 por cento que praticam outras modalidades.

Resumindo, a pesquisa fornece alguns dados encorajadores para o futebol, modalidade que se estima vir a ter um crescimento enorme na Europa durante os próximos anos.

Nadine Kessler, conselheira de futebol feminino da UEFA, disse: "Este estudo mostra que as raparigas que praticam futebol possuem uma auto-confiança superior em relação àquelas que não praticam a modalidade. Com base na minha experiência, não me canso de sublinhar o quão importante isto é quando se está a crescer. Estou certa que podemos mudar as percepções e fazer com que as adolescentes considerem a prática do futebol uma actividade agradável. Se o conseguirmos, estaremos no bom caminho para tornar o futebol na principal modalidade para as raparigas na Europa".

Desde que a UEFA criou o seu Programa de Desenvolvimento do Futebol Feminino, em 2010, a modalidade expandiu-se a todos os níveis na Europa. Com muitas das 55 federações-membro da UEFA a despenderem mais tempo e recursos na modalidade, o futebol feminino de elite melhorou significativamente. Este Verão, a fase final do UEFA Women's EURO, na Holanda, vai contar com 16 selecções pela primeira vez.

A 1 de Junho a UEFA vai lançar a campanha "Together #WePlayStrong" (Juntas #JogamosMaisFortes), uma iniciativa inovadora destinada a tornar o futebol na modalidade mais praticada por raparigas e mulheres na Europa até 2022.

Nota aos editores:

Um resumo executivo está disponível aqui (em inglês). O relatório completo pode ser disponibilizado a pedido.

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(1) Dr Paul Appleton e Professor Joan Duda, Escola de Desporto, Exercício e Rehabilitação, Universidade de Birmingham, Reino Unido. Colaboradores da pesquisa: Professor Oliver Höner, Alemanha; Professora Associada Anne-Marie Elbe, Dinamarca; Professora Isabel Balguer e Professora Associada Isabel Castillo, Espanha; Dr Marek Graczyk, Polóia; Dr Gokce Erturan Ilker, Turquia.

(2) Três medidas de confiança foram analisadas: 1. Sinto-me mais confiante comparada com pessoas da minha idade; 2. Confiança global no dia-a-dia; 3. Capacidade global de alguém acreditar que consegue cumprir algo

(3) Com base em várias declarações, os resultados médios foram estatisticamente superiores, de forma significativa, para jovens jogadoras quando comparadas com raparigas que praticam outra modalidade.

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