Antidoping debatido em Skopje

Jogadoras de todas as oito equipas que disputam o Campeonato da Europa Feminino de Sub-19 assistiram a uma palestra que serviu para as elucidar sobre a problemática do antidoping.

"Caso tenham alguma dúvida, perguntem" – esta é a mensagem antidoping que é passada pela UEFA para todas as oito equipas que disputam o Campeonato da Europa Feminino de Sub-19, na Macedónia.

Cada equipa presenciou uma sessão de uma hora onde foi explicado tudo o que rodeia a problemática do antidoping, incluindo os perigos do consumo de substancias proibidas, tanto para a carreira do jogador, como para a sua própria saúde, o que é uma violação dos regulamentos anti-doping e a maneira como os procedimentos antidoping são implementados para os jogadores que disputam as provas da UEFA.

Estas apresentações são feitas em todas as competições para jovens da UEFA desde 2005, com o médico Mogens Kreutzfeldt, do painel anti-doping da UEFA, e Richard Grisdale, da unidade anti-doping da UEFA, a usarem da palavra em Skopje.

Depois de uma introdução geral, os jogadores e restante comitiva assistem a um vídeo onde são mostrados todos os procedimentos antidoping aplicados no UEFA EURO 2008, a referência para todas futuras provas da UEFA. Grisdale salientou a seguir a importância dos regulamentos anti-doping. "Estamos a tentar manter o jogo limpo, de maneira a todos vocês saberem que as equipas que vão defrontar não fazem batota", afirmou perante a plateia escocesa que foi a primeira a presenciar o evento.

Grisdale e Kreutzfeldt fizeram questão de frisar que muito poucos são os jogadores que são apanhados e que tomam substâncias proibidas com o intuito de melhorar os seus desempenhos. Estatísticas publicadas pela Agencia Mundial Anti-Dopagem (WADA) mostram que das 78 análises positivas recolhidas dos 33,445 testes feitos em partidas de futebol em todo o Mundo em 2008, apenas 7% tinham esteróides anabolizantes, mas 60% continham drogas sociais.

Os jogadores também arriscam suspensões por ingerirem substâncias ilegais encontradas por vezes em medicamentos ou suplementos alimentares. "Se tiver uma constipação, antes de se tomar qualquer medicamento temos de ter alguns cuidados", disse Kreutzfeldt. "Para qualquer pessoa poderá não haver qualquer problema, mas para vocês não é bem assim pois vocês são atletas de alta competição".

"Se testarem positivo, nós não podemos dizer se vocês tomaram algum xarope ou um qualquer suplemento para melhorar o vosso desempenho. A nossa mensagem é: falem sempre primeiro com o vosso médico. Mesmo que tomem suplementos nutricionais, pode-se ter problemas. É fácil cometer algum erro, mas serão sempre sancionados por ele".

"Se está no vosso corpo, são responsáveis por isso”, acrescentou Grisdale. Mas se os avisos são claros, as apresentações também focam que o anonimato é fundamental nos procedimentos antidoping, que os jogadores são informados de todos os seus direitos, bem como dos deveres em cada passo do processo".

"Queremos ter a certeza que tudo o que é feito é correcto", disse Kreutzfeldt depois. "Estas sessões mostram isso mesmo e estão a ser um grande sucesso. Estamos a levá-las a milhares de jovens jogadores. O 'feedback' tem sido bom por parte de todas as equipas".

Foi mais uma vez o caso da selecção escocesa presente na Sport Hall Boris Trajkovski. "Aprendi muito sobre todo o género de coisas, sobre substâncias proibidas das quais sabia muito pouco ou quase nada", disse a guarda-redes Lee Alexander. "É bom saber a importância de sermos responsáveis e do que fazer quando se apanha uma constipação ou algo do género".

A sua colega Chloe Fitzpatrick também gostou da palestra. "O médico da nossa equipa tem-nos mantido informadas sobre o que é e não é permitido, pelo que nos sentimos informadas, mas agora recebemos ainda mais informação", afirmou.