Sacrifícios "valem a pena" para Clattenburg

Trabalho de equipa, condição física e análise técnica: todos os factores que permitem ao árbitro Mark Clattenburg cumprir um sonho de criança, ao dirigir a final do EURO 2016.

O árbitro da final do UEFA EURO 2016 , Mark Clattenburg , descreve que a escolha recaída em sim e na sua equipa é devida ao trabalho, condição física e foco na análise e preparação dos jogos, ao mesmo tempo que elogia os jogadores pela sua conduta em França.

Tem sido uma época fantástica para Mark Clattenburg. Depois de apitar a final da Taça de Inglaterra e a final da UEFA Champions League, em Maio, o árbitro de 41 anos vai agora juntar ao seu impressionante currículo a final do UEFA EURO 2016, entre Portugal e França, em Saint-Denis.

Numa competição em que o nível das arbitragens foi muitíssimo elevado, Clattenburg partilha da opinião de outros colegas sobre o trabalho conjunto, desenvolvimento da condição física e preparação meticulosa, incluindo análise detalhada sobre a forma como jogam as equipas.

Como se sentiu depois de saber que vai apitar a final do UEFA EURO 2016?

Mark Clattenburg: Domingo vai realizar-se um dos mais importantes jogos no Mundo, será uma grande experiência e algo que eu a minha família vamos olhar com imenso orgulho. Fiz muitos sacrifícios na vida, mas no final do dia valeu a pena, como é o caso quando entrar em campo no domingo, para o jogo entre Portugal e França. Espero que seja um grande jogo.

Qual a importância da auto-análise no desenvolvimento como árbitro?

Clattenburg: Durante a época, procuramos melhorar os nossos desempenhos e tenho tido ajuda dos meus colegas mais velhos, Pierluigi Collina, Marc Batta e Hugh Dallas, que ajudam com o seu apoio e orientação. Mas, a seguir, vemos os nossos colegas a actuar e vemos que eles colocam a fasquia muito alta.

Como árbitro, quero melhorar e manter-me acima da próxima geração. Tive de trabalhar muito nos meus níveis físicos e esta época em particular, analisei muitas vezes as tácticas das equipas e os seus jogadores. Se juntarmos esses dois factores, o nível da arbitragem em geral vai melhorar. Temos tido grande apoio por parte dos analistas nesta prova e isso tem-nos ajudado muito.

Em que medida o comportamento dos jogadores ajudou os árbitros no torneio?

Clattenburg: Tem havido muitos comentários positivos no panorama futebolístico sobre o nível da arbitragem na fase final. Há sempre espaço para melhorar, mas o comportamento dos jogadores tem sido fantástico – basicamente, eles fizeram o seu papel em campo.

Não houve comportamentos antidesportivos, não se rodearam árbitros e isso é muito bom de ver. Isto acontece devido ao facto de o Comité de Arbitragem ter falado com cada equipa antes do torneio. O bom ambiente que se tem vivido dá uma grande imagem do jogo e faz com que o nosso trabalho seja mais fácil.

Qual a importância do trabalho de equipa para este sucesso?

Clattenburg: Um árbitro só é bom enquanto parte de uma equipa, e só é bom na mesma medida que o elo mais fraco dessa equipa. Sou responsável pela minha equipa e tenho que tirar o melhor dela. Aprendemos com os nossos erros, que nos fazem mais fortes como grupo, e estamos a atingir o auge porque trabalhamos em conjunto e não individualmente.

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